PE POBREZA ENVERGONHADA

 

 

SOL SOLIDÁRIO | PROJETO MENSAL


“Não há caminho interior sem dádiva exterior”

PE POBREZA ENVERGONHADA

Ajuda alimentar!!  Há famílias que nos são próximas que estão a passar fome!

Mensalmente, a partir do dia 20, pedimos a  todas as famílias do Sol  que apoiam a iniciativa PE POBREZA ENVERGONHADAa entrega no Colégio, dos seguintes géneros alimentares (valor orientativo por Familia  2€) :

·         Cereais criança

·         Arroz

·         Açucar

·         Leite

·         Azeite

·         Bolachas

 

A entrega às famílias é efetuada no 1º dia de cada mês.

 

Alguma questão sobre esta iniciativa podem contatar a sua fundadora, Dra. Teresa Olazabal ( teresaolazabal@gmail.com ), todo o apoio é MUITO BEM VINDO!

 


“Nestes tempos de desenvolvimento, todas as pessoas têm pressa e estão apressadas, e

nesse percurso existem algumas que vão caindo e que não são capazes de competir.

Estas são as pessoas que queremos amar, servir e cuidar.” Madre Teresa de Calcutá.



 

Para o Sol dos Pequeninos a indiferença não é opção!

Por isso , contamos, como já é habitual, com a vossa alegre generosidade!


Carta da Teresa Olazabal

Projeto PE- Pobreza envergonhada .

 

 “A CAMPANHA DO PACOTE”

 

Foi há aproximadamente 4 anos, que a Inês (nome fictício) me pediu para ir com ela a casa da Marta e o Rui (nomes fictícios) amigos comuns de há muitos anos. Estranhei a hora – 8h30 da noite – e estranhei também quando a vi guiar numa direcção que não era a da casa deles. Explicou-me que antes tinha que passar num sítio.

Parou o carro à frente de um prédio num bairro dos arredores do Porto, uma rua sem luz e onde tudo me pareceu triste e cinzento. Descemos do carro e quando batemos à porta, foi a Marta quem abriu. Consternadas olhámos uma para a outra. Mas a Inês afastou-a e disse-me: “vem, quero mostrar-te uma coisa”. Empurrou-me por um corredor vazio e escuro até uma espécie de sala, quarto e casa de jantar, era um bocadinho de tudo. À volta de uma mesa estava o Rui e os três filhos do casal. Ficámos todos atrapalhados. Era hora de jantar e cada um tinha à sua frente um prato com água e alguns bocados de pão a boiar.

“Era isto que te queria mostrar, disse-me a Inês. O Rui quando há 6 meses foi despedido andou a fingir que nada se tinha passado e saía de casa e voltava todos os dias à hora do costume para que a Marta não percebesse.

Quando ela tb foi despedida ele teve que abrir o jogo. Largaram a casa e mudaram-se para aqui. Venderam carros e mobília. Os miúdos deixaram o colégio e estão agora numa escola perto. Sobrevivem– mal – com um único subsídio de desemprego. Como achas que os podemos ajudar”?

Foi assim que nasceu a “PE-POBREZA ENVERGONHADA” = famílias que se envergonham de pedir e mostrar a sua nova pobreza.

Quando mensalmente vou recolher os alimentos com que muitas famílias amigas se resolveram a colaborar para a “campanha do pacote” = 1 pacote/mês/família, vem-me à ideia a expressão aflita e envergonhada do Rui naquela noite, olhos no prato a dizer aos filhos que a sopa estava muito boa. A refeição ficou por aí… Uma sopa fria de água e pão.

O lema da PE, é “dar, acompanhar, animar, AMAR”. Estamos comprometidos neste momento com perto de 40 famílias, criteriosamente avaliadas e acompanhadas pessoalmente por uma equipa responsável e séria.

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Pedimos  que cada família amiga que colabora, não gaste mais do que 2 euros/mês com a sua ajuda.

 

 MUITO OBRIGADA!

 

Teresa Olazabal

Pobreza envergonhada

Setembro de 2014